A chuva que reaviva

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   Límpido e bem risonho encontra-se os céus, porém, grande tristeza toma a terra seca e sem graça, a tempos que não há chuvas. Os habitantes, pássaros, ovelhas, vacas, árvores e homens esperam por ela, vinde, ó chuva, vinde, ó chuva. Somente os dias secos tomam todo o espaço da esperança, nada além disso. Muitos ainda catam, era o que esperavam: longos anos de estiagem. O clamor é bem forte, a contrição é imensa, pois, tal secura é tida como um grande castigo, foi isso que escolhemos. Como pudemos sonhar com isto este sonho não é sonho de se sonhar, a ilusão é algo que anda distante da felicidade.

   chuva

   Olha os céus, olha, olha… nuvens começam a se unir. De uma a uma os céus é preenchido por estas que antes se encontravam tão distantes, como são valente e corajosas. Devagarzinho uma vai conquistando a outra para formar a tão esperada unidade entre elas, pois, não é uma missão fácil dantes era tudo solidão, sendo que uma se encontrava bem distante da outra e para que elas sejam (re)unidas tempo deverá ser necessário. Mas elas são fortes suportam todas as adversidades, porquanto, querem desfazer a tristeza que degenera a terra e (re)construir uma felicidade que pertence a essência desta.

   Tudo é feito, uma alegria imensa toma os corações dos que tinham esperança, ela chegou, reios proclamam a vinda grandiosa dos novos dias. Chuva, chuva, chuva. O novo nascimento, o verde começa a cobrir os campos, como bom é sentir o cheiro da felicidade. Aplausos aos que lutara para que isso acontece, as nuvens. Um bom trabalho que resultou em um final de gloria, eterna gloria para esses. Sem o seu esforço somente o deserto persistiria. Em verdes campinas nossos corações caminha despejando novas gotinhas desta infinda chuva.

DE MARIAE NONQUAM SATIS

TOTUS TUUUS

A superfície engana

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3. Os devotos exteriores

96. o falsoOs devotos exteriores são pessoas que fazem consistir toda a Devoção à Santíssima Virgem em práticas externas. Ficam apenas na exterioridade desta Devoção, por lhes faltar espírito interior. Rezarão muitos terços às pressas; ouvirão muitas Missas sem atenção; irão sem devoção às procissões; entrarão em todas as confrarias de Nossa Senhora sem mudar de vida, sem fazer violência às suas paixões, nem imitar as virtudes desta Virgem Perfeitíssima. Só apreciam o que há de sensível na Devoção, sem atender ao que tem de sólido. Se não experimentam prazer sensível nas suas práticas, julgam que já não fazem nada, desorientam-se, abandonam tudo, ou fazem as coisas precipitadamente. O mundo está cheio desta espécie de devotos exteriores, e não há ninguém como eles para criticar as almas de oração. Estas aplicam-se ao interior, por ser o essencial, sem todavia desprezar a modéstia exterior que acompanha sempre a Verdadeira Devoção.

O último momento

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   Os últimos raios do sol que o dia nos proporciona nos impele a uma reflexão que nos fará sentir tudo aquilo que vivemos. Nestes minutos que alastrarão por horas relembramos nossos erros e tentaremos reviver de forma mais viva os nossos acertos, tudo se fará presente diante dos nossos olhos. Quando a claridade do dia perecível não mais se encontrar diante de nossos olhos um só desejo persistirá: a vontade de querer retornar ao início do dia. Não voltaremos ao início, pois o que passou não mais existe, o que ainda existe, o que não passou, devemos guarda-lo para que, como sua essência, se preserve para sempre.

   Bom é chegar a esse momento com a alegria de dizer: tudo fiz em prol deste final. Poucos pensão neste momento, mas ele chegará sem se preocupar se tu pensara ou não que este dia chegaria, ele chegará. Eis o grande momento, é para isso que tudo fazemos e nos preparamos. É para isso, é para isso. Deveras, todas as nossas ações tem como fim legitimar este momento de grande reflexão, esses momento de ressentir todos os raios do sol que retemos em nossa pele e que serviu de alimento ao nosso corpo. Tudo fizemos e fazemos para esse momento.

   Ó Grandioso Deus, a ti só lhes peço que me conceda sabedoria. Quero ser sábio, quero pensar naquilo que poucos pensão, quero me dedicar ao último raio do sol. Os néscios vivem presos ao passado àquilo que não mais existe é o seu sustento, porém, alhures os detentores do vossos espirito tem o passado como aquilo que ele é, passado que não mais existe. Vivendo-te escuto-te e faço dos meus dias uma infinda construção do último dia que será o início do dia interminável.

DE MARIAE NONQUAM SATIS

TOTUS TUUUS

Entre o sim e o não nossa alma clama por uma resposta

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   Como a espera é dolorosa os dias passam e somente uma pergunta permanece: dizer sim ou dizer não. Sopesado com todos os nossos dias de angustia decorrente dos mais diversos problemas, porém não há mais tempo devemos tomar uma decisão. Não podemos ficar entre o bem e o mau, o meio é algo terrível, pois, se comunica com o início e com o fim, com os dois lados opostos desta escolha necessária.

   Nosso peito arde em busca de uma decisão que nos cindirá com uma das parte deste globo. Mas, não ficaremos somente comescolha uma metade, metade somos agora sendo uma cor e outra. Ser azul e vermelho não é bom, bom é ser totalmente azul, quiçá, totalmente vermelho. Seremos metade se em nós só encontra a metade de algo, à vista que nada se fará por um todo se estamos divididos.

   Como poder decidir? Como encontrar forças para vencer o medo? Não há uma formula e nem um caminho mais perto para se chegar a isso a não ser abrindo a boca e dizendo sim ou não. Dê um passo afrente, desde sempre fomos banhados no mau escolher o bem é andar para frente nesta longa caminha que nos espera. Aqueles que escolherem pelo mau ficaram parados os anos passaram e nos mesmo lugar eles se encontram, o tempo não passa para estes. Devemos subir a Jerusalém para ser coroados com a vitória de declarar ao mundo que temos um coração decido. Segure na mão doce de nosso bondosa Mãe e não temas Deus estará a todo o momento a te sustentar.

DE MARIAE NONQUAM SATIS

TOTUS TUUUS

É lícito bendizer/venerar Maria?

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2. Os devotos escrupulosos

94. Os devotos escrupulosos são pessoas que temem desonrar o Filho honrando a Mãe, rebaixar um ao elevar a outra. Não podem suportar que se prestem à Santíssima Virgem louvores muito justos, tais como os Santos Padres lhe dirigiram. Não toleram, senão contrariados, que haja mais pessoas de joelhos diante dum altar de Maria que diante do Santíssimo Sacramento. Como se uma coisa fosse contrária à outra, como se aqueles que rezam a Nossa Senhora não rezassem a Jesus Cristo por meio d’Ela! Não querem que se fale tantas vezes da Santíssima Virgem, nem que a Ela nos dirijamos tão freqüentemente. Eis algumas frases que lhes são habituais: Para que servem tantos terços, tantas confrarias e devoções externas à Santíssima Virgem? Há muita ignorância nisto tudo! Faz-se da religião uma palhaçada. Falem-me dos que têm Devoção a Jesus Cristo (freqüentemente pronunciam este Santo Nome sem a devida reverência, sem descobrir a cabeça, digo-o entre parêntesis). É preciso pregar Jesus Cristo: eis a doutrina sólida!

Isto que dizem é verdadeiro num certo sentido; mas quanto à aplicação que disso fazem, para impedir a Devoção à Virgem Santíssima, é muito perigoso. Trata-se duma cilada do inimigo sob pretexto dum bem maior. Pois nunca se honra mais a Jesus Cristo do que quando se honra muito à Santíssima Virgem. A razão é simples: só honramos a Virgem no intuito de honrar mais perfeitamente a Jesus Cristo, indo a Ela apenas como ao caminho que leva ao fim almejado, que é Jesus.

95. A Santa Igreja, com o Espírito Santo, bendiz em primeiro lugar a Virgem e só depois Jesus Cristo: “Bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus” (Lc 1, 42). Não é que Maria seja mais que Jesus, ou igual a Ele: dizê-lo seria uma heresia intolerável. Mas, para mais perfeitamente bendizer Jesus Cristo, é preciso louvar antes a Virgem Maria. Digamos, pois, com todos os verdadeiros devotos da Santíssima Virgem, e contra esses falsos devotos escrupulosos: Ó Maria, bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus!

Falsos devotos: Devotos críticos

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Artigo Primeiro: Sinais da falsa devoção e da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria
I. Falsos devotos e falsas devoções à Santíssima Virgem Maria

92. Conheço sete espécies de falsos devotos e falsas devoções, a saber:
1. Os devotos críticos;
2. Os devotos escrupulosos;
3. Os devotos exteriores;
4. Os devotos presunçosos;
5. Os devotos inconstantes;
6. Os devotos hipócritas;
7. Os devotos interesseiros.

1. Os devotos críticos

93. Os devotos críticos são, ordinariamente, sábios orgulhosos, espíritos fortes e que se bastam a si mesmos. No fundo têm alguma devoção à Santíssima Virgem Maria, mas criticam quase todas as práticas de devoção que as almas simples tributam singela e santamente a esta boa Mãe, porque não condizem com a sua fantasia. Põem em dúvida todos os milagres e narrações referidas por autores dignos de crédito ou tiradas das crônicas de ordens religiosas, e que testemunham as misericórdias e o poder da Santíssima Virgem. Vêem com desgosto pessoas simples e humildes ajoelhadas diante dum altar ou imagem da Virgem, talvez no recanto duma rua, para aí rezar a Deus. Acusam-nas até mesmo de idolatria, como se estivessem a adorar madeira ou pedra. Dizem que, quanto a si, não gostam dessas devoções exteriores, e que não são tão fracos de espírito que vão acreditar em tantos contos e historietas que correm a respeito da Santíssima Virgem. Quando lhes referem os louvores admiráveis que os Santos Padres tecem a Nossa Senhora, ou respondem que isso é exagero, ou explicam erradamente as suas palavras. Esta espécie de falsos devotos e de gente orgulhosa e mundana é muito para temer, e causam imenso mal à Devoção a Nossa Senhora, afastando eficazmente dela o povo, sob o pretexto de destruir abusos.

Caminhamos sobre os dias da resposta

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   Que bela imagem vem a nossa mente, eis que surge um homem com diversos pensamentos, sonhos, uma história. Longo é o seu caminho, muitos com ele andam em busca do fim da caminha, por todo o percursos ele caminha a beira-mar a pensar como chegará. Passos e passopegadass formam a sua caminhada que os conduz até o fim, até o fim do que não tem fim.

   Um só pensamento o atormente, sendo este, o que escolher? Que pergunta tenebrosa, várias são as respostas, pois cada um lhe diz uma. O vento lhe chama ao norte, as árvores ao sul, a terra ao leste, a lua ao sudeste, o sol ao seu encanto. Nesta caminhada essas vozes não param. Por onde seguir? Por onde seguir? Os olhos não se abrem, não se abrem, não abrem… Como saberemos dizer, responder, o que a voz da minha voz me pergunta. Pássaros cantam e me encantam a ti seguir, ó verdade que não vejo. Não vejo-te porque não quero te ver, disto eu sei, as respostas vêm, elas estão dentro de mim, não vejo-te porque não quero te ver. Mas a pergunta não se cala, não se cala.

   Somente as palavras das palavras daquele que fala e vive a verdade rompe as trevas que escurecem e não o permitem a ver. Como vos sou grato mãe da verdade, tu que me ensinará e ensina a ele, a mim, a nós, a todos nós, seja quem for tu o falas ele vos escuta, a tua não voz não permite que seja dito, não vos escuto. É mais forte que o raio, ilumina mais que a luz do sol do meio dia. Assim, aquele que caminha chega a uma conclusão, sendo esta, “devo escolher o que é bom, o bem com o seu bem, e devo rejeitar o que não é bom, o mau com o seu mau”.

DE MARIAE NONQUAM SATIS

TOTUS TUUUS

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