O erro do um.

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céuComo é glorioso ver que muitas das coisas surgem através da união de duas unidades. Dois seres únicos e independentes entre si se unem a fim de formar um terceiro, é assim que acontece na natureza.

A união de duas situações antagônicas é que faz surgir algo diferentes, nunca antes visto. O choque entre duas mãos é que faz nascer o barulho das palmas; o escutar e o ouvir é o que faz surgir o conhecimento; o silencio do vento é que faz surgir o barulho do mover das folhas; o sol que traz calor é o que evapora as águas que fará surgir o frio da chuva; o sorriso é o que desfaz a tristeza do rosto.

Proeminente sempre se faz o número dois, são duas também as situações que nos levou a condição de libertos. A primeira fora a concepção da Santíssima Virgem, que em seu ventre o verbo de Deus se faz carne participando conosco desta condição de necessitar de alimentes, ter frio, brincar, cantar, sonhar. Fez-se um de nós. Por revestir-se de nossa carne fez Deus também ser homens, e os homens possuírem a bondade de Deus, a possibilidade de amar, nós que antes somente éramos amados hoje possuímos a capacidade de amar. A segunda foi a sua morte na cruz, não quis somente ser humano de carne, mas quis conhecer a dor do pecado, não pecou, porém quis conhecer a dor do pecado. E morrendo na cruz pagou com o preço mais caro todos os nossos pecados.

O número dois, duas pessoas distintas, o Pai e o Filho, quiseram através destes dois atos trazer-nos a paz da unidade, ser santos. Pelo dois, Pai e Filho, surgi o Espirito, defensor nosso.

Enfim, através disto, vivemos a graça do dois. Sejam mais amadores de ter ao nosso lado outrem, não vivam o um, a solidão, mas estejam mergulhados no dois, na união. Estendendo a mão para o que está caído; sorrido para o triste;alimentando o faminto; trabalhando pelo bem, assim viveremos o dois e estaremos sempre com o amor do nosso lado.

Pelo simples ouvir…

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   ouvir

   Um passo fará surgir outro, outro passo fará surgir mais outro, suscetivelmente. Assim se fará a vida, tudo é consequência de algo anterior, como é sabido que se mal vivemos tudo que se procederá em nossa vida será escuridão e sujeira. Saibam disto.

  De tal forma é que Deus, ser de infinita bondade, quis nos entregar uma conselheira, mãe, mestra, que diante todos os séculos até a segunda vinda glorioso de Cristo nos instruirá a como bem viver. Se ouvimos, nossos passos sempre serão bons e não incidiremos em erro, para que mal pior não tome o nosso peito. Os que não ouvem, desde este simples fato já dão mal passo que lhes levam a erros piores.

   Admoesto-vos, cumpram firmemente os ensinamentos da Igreja, pois ela tem plena sabedoria para vos dizer: é isso, é aquilo. Não se encontra erro nas palavras desta grande Mãe, sim, a vejam como bondosa mãe que acima de tudo vela para que não déramos falsos passos que nos leve a um colapso existencial.

   Como a mãe Igreja, mãe pela nossa crença, há Maria, mãe pelo sangue redentor que nos salva e nos uni a Cristo. Nossa Santa Mãe Maria é por excelência condutora nossa à Igreja, isto, ela nos leva a Igreja para que lá sejamos instruídos sobres os desígnios de Deus e novas seres possamos ser, que sabem que o nosso lugar é estar a serviço do Pai. Quem não ouvem os belos ensinamento de Maria dificilmente saberá ouvir a Igreja, visto que não encontrará motivo para se render ao que Diz a Igreja.

Ouçam a Maria; Ouçam a Igreja; Vivam o Cristo.

Esta Devoção nos faz imitar o exemplo dado por Jesus Cristo e por Deus mesmo

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Artigo Segundo: Esta Devoção nos faz imitar o exemplo dado por Jesus Cristo e por Deus mesmo, e praticar a humildade

Segundo motivo, que nos mostra ser justo, em si mesmo, e vantajoso para o cristão o consagrar-se inteiramente a Maria Santíssima com esta prática, com o fim de ser consagrado mais perfeitamente a Jesus Cristo. Este bom Mestre não recusou encerrar-se no seio da Santíssima Virgem como um cativo e escravo de amor, nem ser-lhe submisso e obedecer-lhe durante trinta anos. E aqui, repito, que o espírito humano se perde, ao refletir seriamente sobre esta maneira de proceder da Sabedoria Encarnada. Embora o pudesse fazer, não quis dar-se diretamente aos homens, mas fê-lo pela Virgem Santíssima. Não quis vir ao mundo na idade de homem perfeito, independente de outrem, mas antes como uma pobre e pequenina criança, dependente dos cuidados e sustento de sua Mãe. Esta Sabedoria Infinita, que tinha um desejo imenso de glorificar a Deus, seu Pai, e de salvar os homens, não achou meio mais perfeito nem mais rápido para o fazer do que submeter-se à Santíssima Virgem. E era uma submissão em todas as coisas, não somente durante os oito, dez ou quinze primeiros anos da sua vida, como as outras crianças, mas durante trinta anos. E deu mais glória a seu Pai durante esse tempo de sujeição e dependência da Virgem Santíssima, do que lhe teria dado empregando esses trinta anos a fazer prodígios, a pregar por toda a Terra, a converter todos os homens, do contrário, Ele o teria feito. Oh! Como glorifica altamente a Deus quem se submete a Maria, seguindo o exemplo de Jesus! Tendo diante dos olhos um exemplo tão visível e conhecido de todos, seremos tão insensatos para julgar possível encontrar um meio mais perfeito e mais direto de glorificar a Deus, do que a sua submissão a Maria, a exemplo de seu Divino Filho?

Acrescentos que recebemos ao sermos devotos

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CAPÍTULO QUINTO: MOTIVOS QUE NOS DEVEM FAZER ABRAÇAR ESTA DEVOÇÃO

Artigo Primeiro: Esta Devoção nos consagra inteiramente ao Serviço de Deus

135. Primeiro motivo, que nos mostra a excelência desta consagração de si mesmo a Jesus Cristo pelas mãos de Maria. Na Terra não se pode conceber ofício mais elevado que o serviço de Deus, e o menor dos servos de Deus é mais rico, mais poderoso e mais nobre que todos os reis e imperadores do mundo, se estes não servem a Deus. Então, quais não serão as riquezas, o poder e a dignidade do fiel e perfeito servo de Deus, que se dedique inteiramente ao seu serviço, sem reservas, tanto quanto possível! Tal é o fiel e amoroso escravo de Jesus por Maria, que entregou-se todo ao serviço deste Rei dos reis pelas mãos da sua Santa Mãe, e nada reservou para si: todo o ouro da Terra e as belezas do Céu são insuficientes para o pagar.

136. As outras congregações, associações e confrarias erigidas em honra de Nosso Senhor e de sua Santa Mãe, quem fazem grande bem para o Cristianismo, não nos levam a dar tudo sem reserva. Apenas prescrevem aos seus associados a obrigação de certas práticas e ações, mas deixam-lhes livres todos os outros atos e momentos da vida. Mas esta Devoção de que falamos faz-nos dar incondicionalmente a Jesus e a Maria todos os pensamentos, palavras, ações, sofrimentos e instantes da nossa vida: assim, quer velemos, quer durmamos, quer bebamos ou comamos, quer façamos grandes ou pequeninas coisas, poderemos sempre dizer que tudo o que fazemos, embora nisso não pensemos, pertence a Jesus e a Maria em virtude do nosso oferecimento (1 Cor 10, 31), a não ser que o tenhamos expressamente revogado. Que consolação!

137. Além disso, como já ficou dito, não há nenhuma outra prática que nos liberte mais facilmente dum certo espírito de propriedade que penetra imperceptivelmente nas melhores ações. O nosso bom Jesus concede esta grande graça em recompensa do ato heróico e desinteressado que se fez, àquele que, pelas mãos de sua Mãe, cedeu-lhe todo o valor das boas obras. Se Ele dá cem por um, mesmo neste mundo (Mt 19, 29), àqueles que por seu amor deixam os bens exteriores, temporais, perecedouros, que recompensa não dará àqueles que lhe sacrificarem mesmo seus bens interiores e espirituais?!

138. Jesus, o nosso grande amigo, deu-se-nos sem reserva, corpo e alma, virtudes, graças e méritos: “Ele ganhou-me todo, dando-se todo a mim”, diz São Bernardo. Não é um dever de justiça e de reconhecimento que lhe demos tudo o que nos for possível dar? Ele foi o primeiro a ser liberal para conosco. Sejamo-lo também para com Ele, e o veremos cada vez ainda mais liberal, durante a nossa vida, na hora da morte e por toda a eternidade: “Ele será generoso para com aqueles que são generosos para com Ele” (Sl 17, 26).

O pão sairá do fogo no momento marcado

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   Mais uma vez coloco-me em pensamentos celestes, atravessando as águas turbulentas da ignorância com uma intocável fé de chegar até o porto da sabedoria, que é vós ó meu Amável Deus e Pai, Pai e Deus, Deus e Irmão, Irmão e Deus, Deus e Amigo, Amigo e Deus.

   Doces irmãos, são diversas as vezes em nossas vidas que sentimos os ventos baterem forte em nosso barco, ele chacoalha e chacoalha e o medo toma o nosso coração. É muito difícil, confesso, em muitos de turbulência ter esperança e, por pior, acreditar na providência divina.

   Porém, devemos saber que por momentos o que antes achávamos mau era bom,2 encontro pastoral da juventude não sabemos enxergar a bondade em algo que nos faz sofrer, entretanto é de se lembrar que mesmo a cruz se faz uma bela rosa entregue a Deus. Quando parecer mais difícil o sofrimento, acredite em Deus reze e conversando com ele vós apreendereis a saber passar calmamente pelo fogo. A massa crua não se tornará um saboroso pão se não passar pelo. Parece ser um dito motivativo até que antiquado, mais não o é, visto que poucos de nós o viveu.

   Por fim, alegre-se! Até o próprio pão que se encontra no fogo tem um momento de predeterminado para sê-lo tirado, assim também somos nós, Deus sabe até que tempo é necessário para que crescemos e nos ternemos um agradável pão, saboroso. No momento mais inesperado, Cristo vos aparecerá e vos dirás: vinde comigo, pronto tu estás para a nova vida que eu te preparei.

Ficai com Maria!

Na mais alta escuridão surge a mais forte luz

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   Nas noites mais escuras minha alma clama: vinde sobre mim Deus amável, que teu espirito seja a minha sabedoria, que eu não busque em outros mares o que eu somente encontro em teu peito.

   Quanto mais escura for a noite que assombra-me com terrível medo é que mais certo se faz o teu amor por mim. É mister relatar: em um dia escuro lagrimas cobriam o meu rosto, devido aos meus enganos que eu ousou tê-los como verdade e por puro desespero quis fazê-lo fontes de felicidade, porém não se pode tornar o que não é em algo que é; da forma mais triste tive ciência disto, sofrendo suas mágoas; quanto mais entregava-me mais a escuridão ia se aumentando ao ponto de alcançar dimensões estrondosas; gigantesca era minha infelicidade, visto que vivia uma quimera. E concluo: no momento mais alto de minha infelicidade, às três da madrugado, eis que a luz surge corrompendo todas as trevas que impossibilitava-me de ver a verdade, vendo-a nada mais fiz do que segui-la, cheio de fé e com isso feliz.

   Saibam, outrora quando a cegueira tomava-me a paz a fé não crescia em mim, porém quando a cruz veio ao meu peito fé tive, feliz sou.

Respondendo a algumas objeções

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131. Não se pode objetar que esta Devoção seja nova ou indiferente. Não é nova, pois os concílios, os Padres e vários outros autores, antigos e modernos, falam desta Devoção a Nossa Senhora, ou renovação dos votos do Batismo, como de coisa praticada antigamente, e que aconselham a todos os cristãos. Não é indiferente ou sem importância, porque a principal fonte de todas as desordens, e logo, da condenação dos cristãos, vem do esquecimento e do abandono desta prática.

132. Poderá alguém dizer que esta Devoção, fazendo-nos dar a Nosso Senhor, pelas mãos da Santíssima Virgem, o valor de todas as nossas boas obras, orações, mortificações e esmolas, nos impossibilita de socorrer as almas de nossos parentes, amigos e benfeitores. Em primeiro lugar, respondo que não é de crer que os nossos amigos, parentes ou benfeitores sejam prejudicados pelo fato de nos termos dedicado e consagrado sem reservas ao serviço de Nosso Senhor e da sua Santa Mãe. Pensá-lo seria fazer uma injúria ao poder e à bondade de Jesus e Maria, que saberão muito bem socorrer os nossos parentes, amigos e benfeitores com o nosso pequeno tesouro espiritual, ou por outros meios. Em segundo lugar, esta prática não impede que se reze pelos outros, quer sejam vivos ou mortos, embora a aplicação das nossas boas obras dependa da vontade da Santíssima Virgem. Mas, pelo contrário, levar-nos-á a orar com mais confiança, precisamente como uma pessoa rica que tivesse entregado toda a sua fortuna a um grande príncipe, para o honrar melhor, suplicaria com mais confiança a este príncipe que desse esmola a algum dos seus amigos que lha pedisse. Daria até prazer ao príncipe por proporcionar-lhe assim ocasião de mostrar seu reconhecimento para com uma pessoa que se despojou para o revestir, e que se fez pobre para o honrar. O mesmo se deve dizer de Nosso Senhor e da Santíssima Virgem: nunca se deixarão vencer em gratidão.

133. Dirá talvez outro, se dou à Santíssima Virgem todo o valor das minhas ações para que o aplique a quem quiser, será talvez preciso que sofra muito tempo no Purgatório. Esta objeção, que nasce do amor próprio e da ignorância acerca da liberalidade de Deus e da Virgem destrói-se por si mesma. Uma alma fervorosa e generosa, que preza mais os interesses de Deus que os seus; que dá a Deus, sem reservas, tudo o que tem, sem poder dar mais; que só anseia pela glória e pelo Reino de Jesus por Maria; que se sacrifica inteiramente para o conseguir; essa alma generosa e liberal haverá de ser castigada no outro mundo por ter sido mais liberal e mais desinteressada do que as outras? De modo algum: é para com essa alma, como veremos mais adiante, que Nosso Senhor e sua Santa Mãe são mais liberais neste mundo e no outro na ordem da natureza, da graça e da glória.

134. É necessário vermos agora, o mais brevemente possível, os motivos que nos devem tornar recomendável esta Devoção, os maravilhosos efeitos que produz nas almas fiéis, e as suas práticas.

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