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1) A Devoção à Virgem Maria é necessária a todos para salvar-se

40. Baseados na opinião dos Padres da Igreja (entre outros, de Santo Agostinho, Santo Efrém, diácono de Edessa, São Cirilo de Jerusalém, São Germano de Constantinopla, São João Damasceno, Santo Anselmo, São Bernardo, São Bernardino, São Tomás e São Boaventura), o douto e piedoso Suarez, da Companhia de Jesus, o sábio e devoto Justo Lípsio, doutor de Lovaina, e vários outros provaram, de maneira incontestável, que a Devoção à Santíssima Virgem é necessária para a salvação. Provaram ainda que é sinal infalível de reprovação – segundo o sentir do próprio Ecolampádio e de alguns outros heréticos -, a falta de estima e amor à Santíssima Virgem, e que, pelo contrário, é sinal certo de predestinação ser-lhe inteira e verdadeiramente dedicado ou devoto.

41. Provam-no as figuras e palavras do Antigo e do Novo Testamentos, confirmam-no os sentimentos e exemplos dos santos, ensina-o e demonstra-o a experiência. O próprio demônio e os seus sequazes, instados pela força da verdade, foram muitas vezes obrigados a confessá-lo, ainda que de má vontade. De todas as passagens dos Santos Padres e Doutores – de que fiz ampla colheita, para comprovar esta verdade -, cito apenas uma, de São João Damasceno, a fim de não me alongar: “Ser Vosso devoto, ó Maria Santíssima, é uma arma de salvação que Deus dá àqueles que quer salvar!”

42. Poderia referir aqui vários fatos em confirmação do mesmo assunto. Entre outros:

1º. O que vem narrado nas crônicas de São Francisco. Viu ele, num êxtase, uma grande escada que ia ter ao Céu, e em cuja extremidade estava a Santíssima Virgem. Foi-lhe dado a entender que é necessário subir por essa escada para chegar ao Céu.

2º. O que está nas crônicas de São Domingos, segundo o qual, perto de Carcassone, onde o santo pregava o Rosário, a alma dum infeliz herético estava possessa de quinze mil demônios. Estes foram, por ordem da Santíssima Virgem e para a própria confusão, obrigados a confessar grandes e consoladoras verdades sobre a Devoção a Nossa Senhora. Fizeram-no com tanta força e clareza que, por pouca devoção que se tenha à Santíssima Virgem, não se pode ler sem lágrimas de alegria esta história autêntica e o panegírico que da mesma Devoção o demônio fez, ainda que de má vontade.

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