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   Nos mares da vida a minha pequena embarcação vai prosseguindo, ó bondoso Deus, em teus sonhos eu sei que tu sonhas que eu ao ter porto chegarei, porém hoje o meu rumo é diferente e mares de lagrima surgem em teu rosto: não navego neste mar. Como triste se faz minha alma, longe de teus mares estou, visto que desejo percorrer caminhos de espinhos, mas os espinhos, segundo os sábios que de nada sabem, está nos teus caminhos. Por que será que em meus caminhos há tantos espinhos? Se não há espinhos por quê minha alma tanto sangra?

   Mas como em ventos de torrentes tua voz eclode em meu peito, dizendo: os espinhos que há em meus caminhos somentemeu ser perfuram a carne e, por outro lado, alegra a alma, todavia nos teus mares os espinhos que lá existem não perfuram a carne, mas, alhures, ferem de morte a alma, por isso que lhe impele a ti tanta dor. Através destas palavras como mais turbulento fica este revolto mar que estou a prosseguir, que fortes águas, suas ondas alcançam quilômetros. Este mar é formado pelos desencantos de minha vida, águas negras.

   Vejo-te, em outro mar, milhões lá já te seguem, são felizes. E, por mais difícil que seja acreditar, vejo-te acenando para mim e chamando-me a ir aos teus mares e em tua embarcação de grande multidão prosseguir em uma nova caminhada. Porém, minha carne é vaidosa e minha alma parece que se conformou com o sofrimento, o que farei? Por mais forte se faz tua voz, o que farei?

   Não, não, não! Por quê, ó minha alma, não se curva ao teu Deus? Nestes dias tão triste tu se confortas com o sofrer, e a espera de uma força superior aos meus maus desejos eu aguardo. Horas passam e nada acontece, como é angustiante, liberta-me de mim mesmo, ó amável Deus.

   Quanto se faz mais fortes o torrente e escuridão de minha alma, eis que diante de meus olhos surge uma luz, entretanto não é a luz em si própria é uma difundidora da luz, é grandiosa. Sem muitas delongas segurou em minha mão e maternalmente disse: filho, levanta-te e vem comigo. Sem hesitar eu a seguir, secaram as águas do meu mar e em terra seca por segundo os meus sonhos ficaram, mais tarde as águas de cristo invadiram a secura que o escoamento das águas dos meus sonhos provocou em meu ser e em águas de cristo hoje se encontra a minha alma. Como eu vos agradeço, ó mãe da vitória.

Ficai em paz!

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